Paulo Guedes quer cassinos no Brasil

Paulo Guedes quer cassinos no Brasil

A polêmica que envolve jogos de azar no Brasil ganhou mais um capítulo nos últimos dias. Parece que estamos prestes a ter uma definição favorável a entrada de empresas no país, devido a pessoas importantes do governo brasileiro.

MINISTRO DA ECONOMIA ABRE AS PORTAS AOS CASSINOS

Nunca foi um governo tranquilo este comandado por Jair Bolsonaro, mas com a pandemia do Corona Vírus as coisas se intensificaram demais no Brasil. As ações do governo hoje são praticamente voltadas a combater esse inimigo mundial, e algumas outras questões acabam ficando em segundo plano.

Acontece que o poder econômico do Brasil nunca foi um ponto forte do país, e as condições tem piorado demais com os gastos recentes na área da saúde. Em alguns locais do território nacional, a reabertura de negócios começou a ser flexibilizada, e agora depende da responsabilidade do povo em manter os índices nesses locais abaixo da média.

O problema é que as cidades que geram muita renda aos cofres públicos (São Paulo e Rio de Janeiro), continuam sofrendo demais com a doença, parecendo estarem longe de um desfecho feliz.

Por falar em Rio de Janeiro, parece este ser o local favorito para abrigar os primeiros cassinos brasileiros. Isto mesmo, o Brasil deverá ter uma confirmação acerca da possibilidade de abrir suas portas para estas empresas, o que parecia totalmente inviável até poucas semanas atrás.

Recentemente foi divulgado um vídeo de uma reunião ministerial, com o intuito do ex-Ministro da Justiça, Sérgio Moro, provar que o presidente Jair Bolsonaro tentava interferir nas investigações da Polícia Federal. Neste mesmo vídeo, aparece o Ministro da Economia, Paulo Guedes, defendendo a implementação de cassinos no Brasil, reforçando uma fala anterior do Ministro do Turismo, Marcelo Álvaro.

No diálogo, se mostra clara a intenção da formação de um plano de atração de investimentos, através de resorts integrados, com incentivo à criação de cassinos nesses locais.

Em uma das falas, Paulo Guedes fala do desejo do presidente em transformar Angra dos Reis (município paradisíaco do Rio de Janeiro) em uma “Cancún”, estaria mais próximo. Um dos argumentos foi a comparação do Brasil, um país gigantesco, com Cingapura, de dimensões limitadíssimas. Enquanto aqui o país recebe cerca de 6 milhões de turistas por ano, o país asiático passou de 5 milhões por ano, para 30 milhões.

A resistência da bancada evangélica seria um difícil obstáculo as ser ultrapassado. Na reunião, Guedes se dirigiu a ministra Damares Alves, do Ministério da Família, a qual é conhecida por ser totalmente conservadora. Na sua fala, veementemente explicou que aquilo se trata de negócios, inclusive, com falas bem fortes. Segue abaixo…

“É um centro de negócios. É só maior de idade. O cara entra, deixa grana lá que ele ganhou anteontem, – ele deixa aquilo lá, bebe, sai feliz da vida. Aquilo ali não atrapalha ninguém. Aquilo não atrapalha ninguém. Deixa cada um se foder.”

SEM BRASILEIRINHO, MAS COM PACTO COM O DIABO?

Segundo o chefe da economia do governo, lá não entra nenhum “brasileirinho”, se referindo a condição financeira da gigantesca maioria da população do país. Claramente será um local destinado a pessoas de alto poder financeiro, cultivando o turismo e ao reaquecimento da economia nacional.

A ministra Damares Alves, que é evangélica (representando a parcela daqueles que são contrários à implementação deste negócio), não se opôs a liberação dos jogos no país. Segundo ela, se a CGU (Controladoria-Geral da União) concordar, conseguir controlar a entrada e saída de dinheiro de lá, e não houver dinheiro sujo, ela estaria de acordo.

A ministra chegou a falar que esta prática teria “pacto com o diabo”, na primeira vez que este assunto entrou em pauta na reunião. Claramente os ministros da economia e do turismo terão de desmistificar este assunto tão polêmico em um país com tanta gente conservadora, como o Brasil.

A capacidade do Brasil em desenvolver atividades que fomentem o turismo é enorme, no entanto, a exploração das belezas naturais do país fica limitada, uma vez que os governos tem sido tão pouco criativos.

Surge na possibilidade de implementação dos cassinos, uma relação bem estreita entre o turismo e a economia, que tem uma tendência a agradar a todos. Ao que parece, o Rio de Janeiro será a porta de entrada, uma vez que internacionalmente é conhecida por suas riquezas naturais. Posteriormente são Paulo, devido sua condição econômica e estrutura, deve ser um dos centros dos negócios no país.

Ao que parece, o restante do país tem muitos “brasileirinhos”, mas se der certo, talvez o negócio possa expandir.

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